… é escrever em uma sexta-feira, já sábado, às 3 horas da madrugada. É assistir um filme francês, legendas em espanhol, sozinho, num sofá frio. É assistir outro filme triste numa cama de viúvo.
É chorar sozinho, e não poder telefonar pra ninguém. Saber que, mesmo longe, poderia. Mas não querer desesperar ninguém com algo tão tolo, um ponto apenas. Uma noite, e nada mais.
É saber que não se pode andar por aí como se fosse Jardim da Penha, como se fosse as ruas de Alegre. Como se fosse uma estrada de chão, à luz do luar, da Fazenda da Glória. Ouvir os ruídos da noite.
Lembrar dos seus pais, seus irmãos e os capítulos da vida que não leu. Pensar no futuro, refletir sobre o passado. É não ter planos para amanhã ou depois de amanhã. Planos que vão além de tolices como limpar e organizar coisas.
E tentar dormir, não conseguir, e levantar para escrever, na cama. E publicar. Pois quem sabe, escrevendo, não saiam da minha cabeça, e eu consiga dormir, ao menos uma vez por semana, sem despertar pela noite.
[que não me liguem, não me escrevam, que não roam unhas. que me conheço: que isso passa. que é uma tese, um projeto, decisões. cansaços totalmente previsíveis.]
Maio 14, 2008 às 10:57 pm
querido qd quiser pode me ligar a hora q quiser….. sem problemas, fazia tanto isso no Brasil
um xero