Archive for maio \30\UTC 2008

Thesis

maio 30, 2008

thesis PhoneticPhoneticPhoneticPhoneticPhoneticPhoneticPhoneticPhoneticPhoneticPhonetic

noun [C] plural theses
1 a long piece of writing on a particular subject, especially one that is done for a higher college or university degree:
a doctoral thesis (= for a PhD)

Isso é, o Daniel aqui vai desaparecendo, com o passar dos dias, OK? Algo mais específico, mais notícias, saber como anda o estado criativo: me manda um email. É como uma carta pra Itália, nunca se sabe quando terá resposta. Nem mesmo saber se chegou.. Hehehe!

Caca

maio 28, 2008

Prometi que não coloco mais o dedo no nariz, ao menos publicamente. Sei que outras culturas não entendem os sul-americanos, espanhóis, chineses etc. Mas há coisas que pedem um dedo no nariz… Coceira, carro parado no sinal de trânsito, cozinhando..! hehehe Brincadeira!

Tá, mas quando for ao Brasil, tem que prometer não assoar o nariz na mesa, nem no trabalho, nem em lugar nenhum. E colocar o dedo no nariz, bem chic!

San Isidro

maio 17, 2008

Feriado de San Isidro, patrono de Madrid. Aproveito para não parar em casa. A cidade ferve de atividades culturais.

Vida real: cozinhar me aproxima de casa. Um motivo qualquer, me faz cozinhar algo bom. Motivos melhores, cozinhar melhor.

Audrey tinha olhos de sangue, com raiva de um professor, projeto, sei lá. Prometi fazer uma torta surpresa pra animar a guria. Aí está:

Algo parecido com o que faz minha mãe quando vou à fazenda.

Agora estamos saindo na pressa pra encontrar uns amigos que vieram de Paris. Audrey e Manuel dessa vez ajudaram-me a fazer outra torta bem melhor. A ver, logo chega a foto. 😉

Bozner Bier

maio 12, 2008

Fora do contexto, o nome dos filmes do fim de semana. Lo que sé de Lola, The Kite Runner, Far from Heaven, REC e El Pasado. Assim descubro que filmes atuam diretamente sobre meu humor.

Voltando ao tema Bozer Bier, um comercial, um tanto tosco, da cervejaria de Bolzano, Itália. Sempre bebíamos alí, já que tinham descontos com a carteira de estudante da faculdade. (!)

Ahh.. mudando de assunto novamente! Amanhã faz uma semana que estamos sem gás! Isso significa banho na casa de amigos, comida de microondas e gente de mal humor. Eu, por exemplo. Hoje disse pra dueña que se não temos água quente amanhã, eu me mudo. (Pressão boba, já que não tenho pra onde ir! hahaha)

até!

Solidão…

maio 10, 2008

… é escrever em uma sexta-feira, já sábado, às 3 horas da madrugada. É assistir um filme francês, legendas em espanhol, sozinho, num sofá frio. É assistir outro filme triste numa cama de viúvo.

É chorar sozinho, e não poder telefonar pra ninguém. Saber que, mesmo longe, poderia. Mas não querer desesperar ninguém com algo tão tolo, um ponto apenas. Uma noite, e nada mais.

É saber que não se pode andar por aí como se fosse Jardim da Penha, como se fosse as ruas de Alegre. Como se fosse uma estrada de chão, à luz do luar, da Fazenda da Glória. Ouvir os ruídos da noite.

Lembrar dos seus pais, seus irmãos e os capítulos da vida que não leu. Pensar no futuro, refletir sobre o passado. É não ter planos para amanhã ou depois de amanhã. Planos que vão além de tolices como limpar e organizar coisas.

E tentar dormir, não conseguir, e levantar para escrever, na cama. E publicar. Pois quem sabe, escrevendo, não saiam da minha cabeça, e eu consiga dormir, ao menos uma vez por semana, sem despertar pela noite.

[que não me liguem, não me escrevam, que não roam unhas. que me conheço: que isso passa. que é uma tese, um projeto, decisões. cansaços totalmente previsíveis.]

Tudo tem seu tempo

maio 4, 2008

Quando era adolescente queria fazer muitas coisas. Queria poder ter meu quarto, só meu. Viajar sem rumo com amigos, acampar em qualquer lugar, em uma reserva nas montanhas, em uma praia. Queria poder beber deitado na praia, olhando o céu. Queria experimentar a vida, me lançar ao desconhecido, fora da minha zona de conforto.

Meus pais respondiam: não. Viajar, acampar, festas. Não. Mas vinha com um complemento que não me esqueço: tudo tem seu tempo.

Hoje vejo que é tudo verdade. Vejo me hoje, voltando de viagem com uns amigos, me vejo viajando pela Europa com o Niels, me vejo saindo, planejando minhas coisas. E tudo tem seu tempo.

Certo que não seria suficientemente maduro para fazer tudo aos 18 anos. Assim como não sou maduro agora para decidir o que quero do futuro. E, ao chamar à casa, escuto mais uma vez, com serenidade: Tudo tem seu tempo.