Atenção ao metro de Madrid!

Parece tonto, mas ontem tive um ataque de aflição e pânico. E acho que escrever vai ajudar bastante.

Há tempos estou com o olhar aguçado sobre os ciganos nos metros e parques de Madrid. Perseguem-me. São ciganos espanhóis e principalmente do leste Europeu. São estafadores caloteiros, batedores de carteira, sagazes. Se vestem normais, como qualquer outro turista, nada muito destoante. Mas seu olhar denuncia.

Já levaram a carteira do Stam, a carteira da Alexis, a máquina digital da Mirjan, e quase que levam a máquina do Dil que, por sorte, vi a mão do cara dentro do bolso da sua jaqueta. Por um triz.

Habilidades mil para abrir zíperes de bolsas e jaquetas. Agem em grupos de três ou mais. Muitas mulheres, e até crianças. E têm o olhar mágico, esperto. Já percebi como escolhem as vítimas. E já fui cercado algumas vezes.

Quase sempre estão na linha 10, na conexão da linha do aeroporto de Barajas ( linha 8 ) com o centro de Madrid.

E ontem, não foi diferente. Como os vejo agir quase todos os dias que vou ao centro, ontem estavam perto de mim. Três delas. Ao verem o metro aproximar-se, tiram uma blusa da bolsa. A blusa que esconderá a mão em ação. E assim, ao abrir a porta do metro, já abriram a bolsa de uma mulher justo na minha frente. Com sorte, e sem perceber que a tenia, a mulher encontrou onde sentar, e assim a ação se torna mais difícil. Escolhem, então, outra vítima, depois de me analisarem por completo.

Na correria do metro, cheio de turistas com bolsas, maletas, perdidos entre mapas e endereços dos hotéis, todos tornam-se vítimas perfeitas.

Algumas paradas depois, e elas ainda circulando a nova vítima, o metro pára. Havia alguém tendo um ataque epilético na plataforma, e o metro fica aberto mais tempo que o normal. Todos colocam a atenção pra fora do metro, e as ciganas, têm mais chance.

Pausa. Tenho que falar da perseguição de gente tendo ataques ao meu lado. Uma mulher em um centro comercial, cai em convulsão, corta a cabeça e a língua, bem ao meu lado. Um senhor em Berlin, com algo que mais parecia uma hemorragia interna, vomitava víceras e sangue, há alguns dias. E agora esta mulher no metro.

Bem, eu também fixei meu olhar na convulsão alheia. E percebi que haviam ali muitos policiais, esperando por paramédicos. Num lance rápido, saí do metro, e avisei a um policial que haviam carteiristas no metro. Rapidamente alguns bateram suas mãos no metro para pará-lo, pois já saía. Logo descrevi como eram, e quando dei por mim, a mulher que tinha convulsão e todas as suas amigas ao seu lado, também eram ciganas.

Olhavam-me fixadamente. Algo como 30 segundos entre que os policiais revistavam o metro, pediam descrição e eu saindo correndo dali. Senti-me perseguido amis ainda. Lembrei-me de um caso de punhaladas no que presenciei no centro de Madrid. E me senti sozinho, indefeso, e perdido.

Tremendo muito, sentia as paredes do metro fechando. Nunca havia saído naquela estação antes. Perdido.

Assim que encontrei a saída, corri para um café. Sentei. Tomei um café com leite, uma água com gás e tentei pegar um metro. Mas não consegui. Peguei um taxi até o centro e, dali, fui pra casa de metro. Senão faliria. E, outra vez, mais ciganos. Um casal de velhos, e uma criança, vendendo, no metro, anéis e cordões de ouro, roubados.

Acho que nunca tive tão estranha sencação na minha vida. De ser perseguido, vigiado. Enfim, passou. Hoje, outro dia, não?

Espero.

3 Respostas to “Atenção ao metro de Madrid!”

  1. Nina Noel Says:

    em narbonne uma mulher tb teve um ataque epiletico e vc tinha q ver a paciencia da mulher e calma q veio pedir socorro…. qd eu entendi foi ajudar e comecei a falar em portugues e todos me olhando.. ai entao minha amiga diz.. “Nina, fala em frances, pq ninguém ta te entendendo”.. ok…
    te quiero un chingo

  2. iule Says:

    Tenso hein.Se fosse eu, iria morrer de medo.
    No mais como está tudo por aí?
    Finalmente consegui passar na faculdade, e melhor ainda:vou poder escolher =)Agora vou ter tempo pra estudar pro Testdaf(aquele do Institut Goethe).
    beijo

  3. Fábio Santos Says:

    Pelo visto não é só no Brasil que este tipo de coisa acontece com frequencia.

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